Sábado, início de feriadão para os cidadãos japoneses, e alguma forma melhor de comemorar essa espécie de ‘férias de consolação’ (1 semana não é férias nem aqui, e muito menos no Brasil), do que indo no estádio e assitir futebol da arquibancada e gritando pelo seu time de coração?
Lógico que não, e não Japão não é muito diferente, alias, é um pouco sim.
No Brasil jogo de futebol é sagrado. Ninguém sai de casa pra ir em almoço de família, se vai ter o jogo na Tv às 16, ou então juntam o útil ao agradável, e tudo fica um pouco mais tranqüilo, almoça, come um docinho ali, e depois coloca o barrigão pra fora e espera começar o jogo folgadão no sofá.
Já no Japão, o esporte número 1 do país ainda não é o futebol, a paixão nacional aqui é o beisebol, e a coisa é bem parecida com o Brasil, só que domingo na Tv passa beisebol no lugar do futebol. Futebol mesmo só depois de meia-noite, e olhe lá. E como é bem comum aqui no Japão, eles aproveitam a reprise e quando a bola sai, tem uma falta, ou coisa parecida, a Tv simplesmente coloca um intervalo comercial, e quando volta, volta de onde parou. Estranho? Talvez, mas acho que já sei a origem do pause nos jogos de futebol.
Aproveitando o tal do feriadão iriamos ver o time mais perto daqui jogar, ou seja o Júbilo Iwata da cidade de Iwata.
Começando por uma observação, japoneses não sabem falar a palavra Júbilo, acaba saindo uma coisa parecida com “Diubirô”, ai lembrei. Todos os times, ou pelos os principais do Japão, tem um nome de origem americana, e japonês falando inglês não é lá muito bonito e elegante.
A segunda observação é que Iwata é uma cidade movida pelo time de futebol local. Num país pequeno e que o futebol não é o primeiro esporte do país, não vai ser comum toda cidade ter um time grande, ou pelo menos disputando as 3 divisões existentes da Liga Japonesa de Futebol, a J-League. Iwata é azul do norte ao sul, do leste ao oeste. No centro da cidade, os postes de iluminação na rua, são da cor azul celeste, e o lustre tem a forma de uma bola de futebol, azul e branca. Pela cidade várias estátuas do mascote do time, uma pássaro azul, muito bem feito. E numa das placas da estátua vem escrito “Welcome to Iwata-city, Hometown of Júbilo Iwata” , veja nas fotos. Aqui e Aqui
Um time que move uma cidade, tem que ser muito grande, e o Júbilo Iwata é.
Formado nos anos 70, só se profissionalizou junto com o futebol japonês na década de 90. De lá pra cá, a história do time é grandiosa, desde seus jogadores até seus títulos. O maior ídolo sem sombra de dúvidas é o atacante Nakayama, que hoje apesar de seus 41 anos e banco do time, ainda veste a camisa 9. Pra quem não sabe Nakayama tem uma história não só no Júbilo Iwata, como na seleção japonesa, foi o primeiro jogador japonês a marcar um gol em Copas do Mundo em 1998 (primeiro e única da edição), é um dos (se não o maior) goleador da seleção do sol nascente. Além de Nakayama passaram pelo time o nosso querido técnico Dunga, e o atacante italiano Schillaci (artilheiro da Copa de 90), que se aposentou no clube japonês, e jogadores conhecidos no Japão como Nanami, Fukunishi, Fujita e Kawaguchi completam a lista de craques que vestiram e vestem a camisa azul celeste do Júbilo.
Com relação aos seus títulos, o primeiro veio em 1997, mais o principal mesmo são os de 1999, quando o time de Iwata faturou nada mais, nada mesmo que a Liga Japonesa, a Liga dos Campeões da AFC e Supercopa asiática.
Já o Vissel… Bem o Vissel já foi dirigido pelo Leão.
Hoje nenhum dos 2 times passam por uma grande fase, o Vissel sempre brigando pelas últimas posições, e o Júbilo fica naquela do meio da tebela pra baixo.
Antes da partida os dois times estavam no meio da tabela, mas o Vissel com 2 pontos a frente do Júbilo Iwata.
O jogo começava às 19 horas. Eu sempre chego cedo em jogos de futebol, às vezes cedo até demais. Ano passado fui no Engenhão assistir Botafogo e Santos, e achei que o jogo começava 16, quando na verdade começava só 18 horas.
Mas como não fui sozinho, e fui com brasileiros, cheguei no estádio e a bola já estava rolando, alias, já tinha passado dos 15 primeiros minutos. Vi um estádio lotado, pequeno porém confortável e lotado, 14 dos 15 mil lugares vendidos.
O Yamaha Stadium lembra bem aqueles estádios brasileiros de segunda divisão paulista. Lembra no sentido de ser aqueles estádios num morro e que lá de cima você vê toda a cidade lá descendo, é meio louco explicar, mas é isso aí. O gramado é impecável, a bola rolava com uma perfeição incrível.
Engraçado é que o estádio tem 4 lados (dã), porém, um diferente do outro, na entrada principal do estádio, você entra junto com os visitantes num portal que muito perto da bandeira de escanteio, alias, primeiro estádio que fui que não tem nada separando o campo da arquibancada, só um pequeno muro de meio metro.
Os visitantes ficam numa parte atrás do gol, é só um corredor que não cabe 500 pessoas, não entendi porque tão pequeno assim. Do outro lado, também um corredor, mas pro Júbilo, e esse com uma parte de cima. Essas duas partes atrás do gol, parecem ser onde ficam as torcidas organizadas (se é que existe isso aqui), mas é a parte onde todos cantam e pulam por 90 minutos. Diferente das partes laterais do estádio, onde é maior, mas as pessoas não fazem nada além de assistir o jogo.
A torcida do Júbilo é daquelas bem asiáticas, palmas e pulos ensaiados, e cantos simples. Já do lado do Vissel, era uma torcida diferente, com megafone, torcedores sem camisa e rodando a mesma, bandeiras com pvc que não paravam um minuto. E como só esses dois lados cantavam, ficava uma disputa entre os dois lados, um lado cantando mais alto antes, depois o outro, e ficava nisso.
Em campo um brasileiro, o camisa 8 do Júbilo Iwata, Gilson do Amarala (segundo o site do Júbilo Iwata), mas no telão escrito em japonês era uma coisa parecida com Juninho, mas enfim.
O camisa 8 foi o grande destaque do time local no primeiro tempo, se movimento, chamava as jogadas e quando voltou do intervalo morreu.
O primeiro tempo foi fraquíssimo, as oportunidades não apareceram e o melhor lance foi do time visitante que acertou uma bola na trave do gol do meu ídolo japonês Kawaguchi.
Intervalo de jogo, e em campo entram os reservar para correr no gramado, e enquanto isso a grande estrela e aquele que fez todo mundo chegar perto para uma foto, os queridos pássaros mascotes do Júbilo Iwata, andavam pelo estádio.
Começa o segundo tempo, e o Júbilo parece ter voltado melhor, em campo apenas uma mudança, e mais um brasileiro o camisa 9 Leandro entra no time do Vissel, que faz o estilo Washington e Adriano, deu trabalho, mas não fez muita coisa.
Uma coisa me chamou atenção quando começou o segundo tempo. Lembra aquilo que falei que a parte da torcida mesmo ficava atrás do gol? Então, 2 bandeiras brasileiras balançavam e eu não podia deixar de tirar uma foto, foi de longe e ficou meio bagunçado por causa do zoom, mas deu pra ver.
O jogou continuou chato e um único lance chamou a atenção até os 30 minutos, o zagueiro do Júbilo Tanaka, dominou a bola na entrada da área e chutou mal e fraco, mas absurdamente a bola chega até a trave.
Perto do fim, lá pelos 38 minutos do segundo tempo, a equipe visitante chega ao gol. Não lembro o lance, mas sei que teve uma confusão lá na área e a bola acabou entrando.
A torcida do Júbilo não se calou (a que não tinha se calado), e a do Vissel continuou cantando sem parar.
Nisso torcedores do Júbilo já saiam do estádio e voltam para sua casa, parece que eles já sabiam que se não tinha feito nada até ali, depois do gol não ia fazer mesmo.
Aos 43 minutos, o técnico do Júbilo Iwata coloca o atacante e como disse um dos ídolos do clube Masashi Nakayama de 41 anos. Na hora que o telão anunciou a entrada do atacante o estádio não parou de aplaudir o atacante que hoje nem deve lembrar aquele de 6 anos atrás. Mas mesmo assim eu pensei “Cara, esse time do Júbilo é fraco demais. E um jogador que supostamente é uma espécie de Romário japonês, entra faltando 2 minutos, por que não coloca o cara antes?” Sorte que de japonês ele só tem a posição e a idade mesmo, porque se fossem as atitudes…
O Júbilo ainda assustou nos últimos segundos, mas nada demais e o Vissel Kobe saiu com a vitória e 3 pontos na bagagem.
Destaque do jogo deve ter sido do Vissel, mas como não conheço ninguém de lá, vou dar o meu pra um jogador do Júbilo que é o Roberto Cullen (que em japonês se escreve Caren), e que é japonês.
Outra coisa que achei diferente, é que a torcida do Vissel foi comemorar com a sua torcida, já a do Júbilo se reuniu e foi até a torcida do Júbilo e comprimentou os torcedores abaixando a cabeça, destaque para o ídolo Kawaguchi, que parecia ser o mais triste de todos. Enquanto a torcida (calada) aplaudia os derrotados, a torcida (não-calada) vaiava, não sei quem, mas vaiava.
Com o resultado o Vissel Kobe pulou para a 9 colocação com 29 pontos, enquanto a do Júbilo fica com seus 24 pontos, na 14 posição.
Lembrando que só 18 equipes disputam a primeira divisão da J-League.
Se o jogo foi bom? Um japonês responde por mim. AQUI
OBS: O programa que usei aqui, acabou com o áudio do vídeo, mas enfim, nada demais. Prestem atenção que quando o jogo termina um são-paulino passa pela câmera.
Primeiramente, peço desculpas pelo grande espaço de tempo sem postagens. Foram muitos acontecimentos na vida, problemas com a hospedagem (é, de novo…) até outros blogs da vizinhança que pediram por uma mão.
Mas nada é mais díficil nesses dias do que fugir do tema Olimpíadas. Talvez mais díficil que isso seja chegar a um consenso em que posição política tomar frente aos acontecimentos que pipocam às vésperas dos jogos começarem.
O que todo mundo escuta do governo chinês e que é sempre endossado pelo COI é a ladainha do “não queremos misturar a política com o esporte”. Vocês querem enganar a quem, caras pálidas/amarelas?
Ninguém mais do que a própria China quer se aproveitar politicamente dos jogos. Felizmente de um certo ponto, esse plano vai indo por água abaixo. Terremoto em Sichuan, movimento pró-Tibet e agora com os atentandos em Xinjiang mostram tudo o que o governo queria que o mundo pensasse, a China simpática, mansa e domesticada a lá moda ocidental.
É difícil de tentar compreender porque esse povo ao mesmo tempo tem um lado tão altruísta ao ponto de fazer qualquer sacríficio pessoal e até mesmo cultural pode ter em seu comando um governo tão egoísta e pragmático, no sentido mais profundo e monetário que isso possa siginificar.
Vai começar Beijing 2008, a olimpíada mais maquiada e contorcida da história. E pode apostar que as maiores disputas não vão ser esportivas.
Já é sábado, estamos a menos de 48 horas da histórica final do campeonato paulista, pela primeira vez realizado no inteiror do estado, mesmo Campinas não sendo tãããão interior assim.
Tem um certo ar de nostalgia e orgulho no ar. Nas ruas, as camisetas da Ponte Preta estão mais numerosas do que nunca, é óbvio. Remete ás velhas discussões de ônibus entre bugrinos e ponte-pretanos, com direito a intromissão de barbarenses e tigres, disputando pau a pau, às vezes literalmente, qual é o Derbi mais concorrido.
Vamos ser sinceros, é engraçado torcer pra um time no interior. A quantidade de sub-times e a hierearquia entre eles segue uma lógica muito particular, assim:
Elegia-se primeiro um time principal, com a estrita utilidade para comemorar títulos importantes e para não ficar sem assunto na roda de amigos. Exemplo: Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, etc…
Depois vinha o time regional, aquele que você acompanhava com certa proximidade, que tinha um certa chance de ganhar alguma coisa: Ponte Preta, Guarani, etc…
E chegava o terceiro time, aquele estritamente “bairrista”, servindo pra defender a sua cidade, o seu chão. Não servia pra muita coisa além disso, era só pra mostrar daonde você veio e fazer inveja aos colecionadores de camisas de futebol: Rio Branco, União Agrícola Barbarense, Mogi Mirim, entre muitos (muitos mesmo) outros.
Vocês puderam observar os verbos no passado dentro dessa minha explicação. Mas é verdade, a comunicação global mudou muita coisa. A gente pode ver torcida do Liverpool ou do Arsenal facilmente por aí, porque é claro, esses times GANHAM, isso ajuda no fator torcida. Uma torcida organizada do Rio Branco que é difícil de ver por aí.
Mas a decadência do futebol nos anos 2000 deu vida nova ao futebol do interior, e mesmo com a maioria dos times recuperados e recebendo uma “mamadeira” financeira do governo de graça, esses times continuam batalhando pra se impor no cenário nacional, dando até um bom trabalho pros grandes nos estaduais. E nisso as vendas de camisas e ingressos vai bem, obrigado!
Chegamos aqui ao presente, Palmeiras e Ponte Preta na final. Confesso que não sei o que fazer durante os jogos, geralmente eu não aguento de nervoso quando o Palmeiras joga, agora sim piorou, meu coração está rachado ao meio. É hora de se dedicar a paixão ou a gratidão da terra que me viu nascer?
Sinceramente não sei. Pelo menos festa vai ter, não importa o resultado. Vou me dedicar a pensar uma outra questão mais importante: Se a Ponte ganhar, a gente “desvira” o bar?
E ontem o gênio da grande área oficializou o adeus. Muitos já o consideravam um ex-jogador em atividade, mas mesmo aos 41 anos era uma preocupação aos zagueiros. Agora com 42, alguns quilos a mais e alguns fios de cabelo a menos, ele disse adeus. Desde novembro parado, depois de ser absolvido de doping (o que eu particularmente achei muito injusto.. doping por causa de tônico capilar? Ah, faz favor né?), O baixinho reconheceu que não tem mais condições físicas de jogar em alto nível, algo que no futebol atual faz muita diferença.
Não duvido que ele vá fazer um jogo de despedida, ou talvez mais do que um, até porque ele merece. Só acho que pro bem de todos, devemos lembrar do Romário gênio da grande área, da pequena área, do campo todo e relevar as suas indisciplinas. Não são umas escapadinhas de concentração e declarações polêmicas que irão manchar o seu currículo. Acho que só vêm para serem parte do folclore que cerca o baixinho.
Agora eu digo, valeu Peixe. Amaral manda um abraço e a conta do ortopedista.
Não, eu não deixei esse assunto passar em branco por eu torcer pro Palmeiras, nem deixaria de abordar ele, já que não se falou outra coisa na segunda feira. Eu só queria segurar um pouco pra ver como seria o “feedback” da imprensa, a séria ou não. (citando Cléber Machado)
O consenso de toda imprensa foi que realmente, como Imperador [de repúbliqueta de bananas], Adriano é um ótimo jogador de vôlei de grama. Porém, longe de achar que o jogo se resumiu a isso. Sei muito bem que juiz sempre entra no campo pra perder das trinta e poucas câmeras ao longo de campo, que sempre veêm mais do que o juiz sonha em poder. Faltou experiência e tarimba pra se posicionar pra ver melhor o lance? Também faltou. Mas isso acontece quase todo jogo, não é? O que fez esse jogo especial pra uma polêmcia de prato cheio? Uma semifinal somada a uma mãozinha ou braçada de um jogador.
Eu particularmente fiquei feliz em poder ter sido testemunha de um gol de mão. Não tive a oportunidade de apreciar a malandragem de Maradona na Copa do Mundo. Fica como recordação. Repito, recordação Sr. Adriano. Maradona não é exemplo pra ninguém rapaz, olha o que tu anda falando por aí!
Mas falando de futebol jogado com os pés, o São Paulo realmente pressionou mais. No primeiro tempo, eu confesso sofri mesmo. Diego Souza perdendo a bola SOZINHO? Sim, eu vi! Ou o Morumbi tava cheio de crateras (difícil) ou tinha um time que não sabia que dia era hoje. Ou pelo menos sabia que não era seu dia. Deu vontade de aproveitar o domingo e ir jogar uma pelada lá fora, porque a diferença não seria tão grande.
E aliás, aproveitar e fazer um golzinho de mão, longe das câmeras da TV.
Vamos chegando ao final dos principais estaduais do país. Ou se você duvidar desse dado, entenda como os estaduais mais divulgados pela imprensa.
O que chama atenção nessa época, principalmente dependendo da forma e número da presença dos mesmos, a participação dos times do interior e/ou times pequenos.
Confesse, você sabe tanto quanto eu que ESSES são as grandes estrelas do campeonatos. Faz parte de todo repertório de gozações de um torcedor experiente dizer que “pra quê Paulista se a gente tá na Libertadores” ou algo do tipo. Claro que não é esse desprezo todo, mas tem um pouco de verdade nisso sim. Ao contrário dos outros eventos, esse é o palco dos times pequenos sim. Sertãozinho jogar contra Corinthians? América contra Vasco? Só no estadual, com certeza. Quem sabe, uma conquista estadual não pode ser o começo da “Grande Ascenção”?
Sonhando mais por baixo, chegar ao quadrangular final é uma vitória. A Ponte já é mais experiente nisso, e pra mim é a favorita no quesito “Campeão Paulista do Interior”. Termo aliás que nunca deixou de existir, mesmo com a extinção do torneio. Idéias pra FPF, alguém?
Mas afinal, o que dizer desses nossos valentes amigos, outdoores ambulantes torcendo pra revelar algum grande talento e assim pagar os 14 meses de aluguel salários atrasados? Deixo aqui meu desejo de boa sorte e, no que depender de algum vacilo de São Paulo ou Palmeiras, estamos aí dando um grande apoio moral. Sem preconceitos.
Nunca se falou tanto de altitude no noticiário como ultimamente. Comenbol, Flamengo, FIFA, até Evo Morales pedindo pra Lula um gás pra sua campanha pró-altitude (desculpa, não resisiti a piada com “gás”). Afinal, essa briga toda vale alguma coisa?
Do ponto de vista biológico, a altitude é ua perda e um ganho ao mesmo tempo: Da mesma que se perde em capacidade de respiração durante o período de adaptação, ganha-se na velocidade da bola, e assim teoricamente tem que se correr menos e tudo está compensado, não?
Bom, pra mim que não sou jogador nem nada, está até bem razoável. Pena que a prática difere muito da realidade. Nunca estive numa altitude grande pra dizer se isso influencia ou não. Vamos partir pro lado, digamos, político-burocrático da coisa:
Sou totalmente a favor que os jogos na altitude continuem. Como realizar uma Copa Libertadores em que metade da América do Sul fica a muitos e muitos metros do mar? Só tem um porém, o calendário. Jogos muito próximos, viagem pra cá e pra lá, não há corpo que aguente. Se até ministro já desamaiou em La Paz, atleta então não é difícil, em La Paz ou acima disso.
Se querem manter os jogos em altitude, aliás, manter a Libertadores e qualquer outro torneio americano, por favor, vamos deixar de palhaçada com essas tabelas?
Lembre-se disso caro leitor: calendário esportivo. Vamos tocar nesse assunto muitas outras vezes mais…
Mude completamente o foco, e é exatamente o que vou fazer agora.
Nessa segunda-feira, o Santos Futebol Clube, entrou de vez no século XXI, primeiro por mudar pela primeira vez na sua história e realizar o lançamento do uniforme em São Paulo, e não em Santos, como sempre aconteceu.
A outra foi que os torcedores santistas vão ter mais um uniforme pra comprar e pra ver o time jogar nessa temporada.
O Santos aproveitou para mostrar o tão aguardado terceiro uniforme, na cor azul marinho.
Reprovado desde o inicio pelos mais tradicionais, eu vou dar minha opinião também, achei meio simples demais. O objetivo era fazer um que vinha do primeiro uniforme do Santos que era branco, azul e dourado. Saiu um azul marinho com detalhes dourados, não gostei muito, espero que não continue pensando assim ao longo de 2008.
É bom pelo marketing, ainda pro Santos com um presidente que não quer gastar muito dinheiro.
O branco continuou como o de 2007, branco com detalhes dourados, e o listrado sofreu leve alteração que não me aguadaram muito também.