Você pode concordar comigo, o título não foi assim tão genial. Mais uma vez estamos nós, seleção brasileira sem CBF (ou seria o time da Nike?) diante de um adversário [estranho? intrigante? surpreendente? recorrente? assombroso?] incômodamente recorrente e com más lembranças nas olimpíadas, os times africanos.
O que podemos dizer nós, reles espectadores que nunca nos demos ao trabalho de acompanhar uma Copa da África pra tirar uma conclusão ou fato que seja, pra poder explicar esse mal que nos atinge nas olimpíadas? Somos reféns da nossa própria ignorância e assim pagamos na hora do “vamos ver”.
Diego argumenta: “O histórico não é só negativo. Em 1994 a vitória foi nossa”. Não meu caro, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Copa do Mundo não é Olimpíada e vice-versa. Você acha que tá jogando sem o escudo da CBF por alguma recomendação de estilista? COI e FIFA comandam a “guerra fria” do esporte mundial, e salve-se quem puder na confusão que os dois aprontam.
Além do mais, o fator “idade olímpica” muda muito o jogo, o que serve de um certo alerta: campeõs olímpicos de hoje podem muito bem ser os campeões FIFA do futuro. Por isso, todo cuidado é pouco. É preciso cortar as asinhas enquanto estão crescendo, não?
E se tem alguma coisa que a gente quer nesse momento o que seja copiado, talvez seja a caracterísca brasileira de super as expectativas sobre pressão. Ou até mesmo quando as expectativas nem existem.
Provavelmente você não está indiferente aos recordes consecutivos que o americano Michael Phelps anda alcançando em Pequim.
Alguns podem querer não comentar por não aceitar a pessoa como figura humana (vide Victor Birner)
Outros podem ficar com uma raiva do cara que “rapa o tacho”, leva todas as medalhas.
Gostaria de comentar de de tudo isso um pouco eu senti em cada momento. Mas também me lembro que tenho que ser coerente com os fatos, com as historias e até minhas lembranças olímpicas mais vagas.
A olimpíada mais antiga que eu tenho lembrança é a de 1996. Atlanta comemorando os 100 anos de olimpíadas modernas, lembra das bolinhas comemorativas da Coca-cola? Mas a que realmente eu me recordo de acompanhar os resultados é a de Sydney-2000 e a grande batalha da natação do século: Ian Thorpe e Micheal Phelps, a grande disputa, talvez até a última dessa geração.
Daqui pra frente é Phelps. Querendo ou não, teremos que aceitar isso, teremos que aprender a conviver com nosso próprio ciúme, a nossa inveja. Não vamos mais perder tempo, vamos nos concentrar em atingir o segundo lugar, sim?
Como a imprensa já disse várias vezes, Phelps é nascido para nadar. Seu porte físico e suas características genéticas não indicam outra coisa: abertura de braços maior que sua própria altura, flexibilidade e metabolismo.
Agora permito um momento de imaginação: Se Phelps não tivesse descoberto a natação, como teria sido, como teria vivido? Imagino que teria sido quase história do patinho feio, coitado, o cara que é o motivo das piadas no colégio e que só não seria trancado no armário porque não caberia nele. Mas o lanche talvez tivesse sendo roubado. Essa cultura norte-americana…
Levando tudo isso em conta, acho que mais do que recordes olímpicos e medalhas, Phelps e muitos outros atletas nos mostram é principalmente a conquista de dignidade. Já que vivemos numa sociedade que depende somente méritos e reputações, é bom saber que elas ainda podem ser contruídasde formas limpas e não dependendo de funks e capas de revistas.
Acho que todo mundo vai se lembrar do uniforme da delegação esportiva brasileira quando estreou no Panamericano de 2007:
Eu particularmente gostei muito desse modelo, pode até parecer que o degradê é uma idéia estranha, mas na hora do pódio tem um efeito muito bom.
Poderia ter muito mais efeito, e efeito financeiro pro COB, se ele fosse comercializado.
Uma pena e uma interrogação nessa questão: Porquê o COB tanto mede forças com a CBF, mas tão pouco age pra conseguir o mínimo de igualdade com ela?
E já que o nosso Comitê não se mexe, fiquei meio surpreso com a notícia que vi hoje de manhã: A Band montou uma lojinha virtual pra vender uniformes iguais aos da equipe que está em Pequim!
Francamente, em nenhum momento tive esse desejo de consumo, mas fica aqui a bela iniciativa da Band, que conseguiu ser mais esperta que o COB. (Afinal, quem consegue ser menos?). Mas ainda acho que 98 pilas tá um pouco salgado, não tá não?
Os canais esportivos online não estavam funcionando, ouvir jogo por rádio me deixa mais perdido que cego em uma guerra na Geórgia, portanto a última opção foi a trasmissão em tempo real da Globo.
Mas até que foi divertido, coisas estranhas apareceram na tela, e eles consertaram uns minutos depois, mas pelo menos deu para tirar um print screen.
Então aos 23 minutos do segundo tempo os jogadores fizeram o Teste olímpico do globoesporte.com?
Sorte que o Obina não foi convocado…
Bom, hoje tem China e Brasil, e se não tiver como assistir ao vivo, vou ter que recorrer ao globoesporte.com mais uma vez, só espero que aconteça coisas anormais também.
A garota que cantou “Ode a pátria” na cerimônia de abertura estava dublando, porque a menina que era bonita não cantava bem e quem cantava bem não era bonita.
Pra quem assistiu pela Band, deve ter percebido o Luciano do Valle que notou para o fato da organização não ter divulgado antecipadamente o nome da garota. Não desconfiei na hora, mas agora isso faz sentido.
Não satisfeitos com isso, os chineses quiseram mostrar que a sua ‘ditadura de mercado’ também é capaz de truques mais elaborados. Sabe aquela linda queima de fogos? Gravada, editada e computadorizada. A desculpa oficial? “Algumas imagens foram produzidas antes da cerimônia para se obter um efeito teatral (…) Por causa da baixa visibilidade, algumas imagens foram gravadas antes da cerimônia de abertura”
Quer ver com seus próprios olhos? Compare a imagem oficial com a gravada por chineses do lado de fora do estádio:
Falseta por falseta, ainda fico com os trambiques de 1,99. Saem mais em conta.
O Comitê Olímpico Brasileiro, apresentou nesta quarta-feira, o uniforme que a delegação brasileira vai vestir no dia da cremônia de abertura dos Jogos Olímpicos da China. Que irá ocorrer no próximo dia 8 de agosto.
Não sou a pessoa indicada para falar de moda, mas não gostei muito desse uniforme, não melhorou do usado ano passado pela delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos, que era um branco bem bacana.
Alias, acho muito complicado sair um tão bonito como aquele usado em Sydney. Tinha um jeitão tão brasileiro (para não dizer, tão carioca), o tradicional chapéu, e com o terno verde abacate e calça com o calçadão de Copacabana colorido.
Agora é só continuar contando os dias, para os Jogos.
Atletas em destaque: Lara Teixeira (Nado sincronizado) e Eduardo Couto (Vela).
Neste domingo foi realizado o sorteio dos grupos de futebol masculino, para os Olimpíadas de Pequim.
A bandeira brasileira foi trocada pela da Nigéria, mas justamente a Nigéria, nosso carrasco. Cuidado Brasil, isso é um sinal que vem mais uma vez da África.
Pelo menos dessa vez vamos poder chamar o Kanu pra fazer parte do grupo né?