Há 30 anos atrás, o Guarani Futebol Clube conseguia o feito que ninguém até hoje não se repetiu. Pela primeira vez um time do interior do estado de São Paulo conquista o principal campeonato de futebol do país.
Pra marcar esta data, a Rádio Central teve uma idéia meio bizarra, mas simpática: Narrar para o rádio o jogo de 1978. Não sou fã do Alberto Cézar, mas em homanagem aos bugrinos, aí está o gol de Careca que selou o título para a cidade de Campinas:
O Globo Esporte acabava de nascer (o Léo Batista era novo e a Dercy Gonçalves já tinha feito muita baixaria) mas pode registrar essa história, confira:
Você pode concordar comigo, o título não foi assim tão genial. Mais uma vez estamos nós, seleção brasileira sem CBF (ou seria o time da Nike?) diante de um adversário [estranho? intrigante? surpreendente? recorrente? assombroso?] incômodamente recorrente e com más lembranças nas olimpíadas, os times africanos.
O que podemos dizer nós, reles espectadores que nunca nos demos ao trabalho de acompanhar uma Copa da África pra tirar uma conclusão ou fato que seja, pra poder explicar esse mal que nos atinge nas olimpíadas? Somos reféns da nossa própria ignorância e assim pagamos na hora do “vamos ver”.
Diego argumenta: “O histórico não é só negativo. Em 1994 a vitória foi nossa”. Não meu caro, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Copa do Mundo não é Olimpíada e vice-versa. Você acha que tá jogando sem o escudo da CBF por alguma recomendação de estilista? COI e FIFA comandam a “guerra fria” do esporte mundial, e salve-se quem puder na confusão que os dois aprontam.
Além do mais, o fator “idade olímpica” muda muito o jogo, o que serve de um certo alerta: campeõs olímpicos de hoje podem muito bem ser os campeões FIFA do futuro. Por isso, todo cuidado é pouco. É preciso cortar as asinhas enquanto estão crescendo, não?
E se tem alguma coisa que a gente quer nesse momento o que seja copiado, talvez seja a caracterísca brasileira de super as expectativas sobre pressão. Ou até mesmo quando as expectativas nem existem.