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Fresno – Revanche

por Tadashi Oshiro
» 22 de julho de 2010

O boom da banda Fresno, aconteceu com o lançamento do álbum mais pop Redenção, em 2008. No ano seguinte, a banda foi o grande destaque em algumas das principais premiações da música nacional, faturando prêmios nas categorias mais concorridas. O fruto de todo esse destaque continua aparecendo em 2010, meses atrás o vocalista Lucas Silveira, lançou seu primeiro CD solo (The Rise and Fall of Beeshop), completamente em inglês e mostrando um lado bem diferente de Lucas, que em seu projeto é conhecido como ‘Beeshop’. Além do vocalista Lucas, o baixista Rodrigo Tavares também está prestes a lançar seu primeiro CD solo, como ‘Esteban’. Todas as composições do disco, ficam por conta da dupla.

Fresno - Revanche

Olhar a capa do Revanche assusta, a primeira impressão é de uma influência de Muse, e ela até existe, mas pelo visto a principal delas continua sendo os estadunidenses do Anberlin. Esse ano assisti duas apresentações da Fresno aqui no Rio de Janeiro (uma delas com o Anberlin), e me impressionou muito a evolução da banda no geral, pois antes desses dois shows, o último que assisti foi em 2007, antes mesmo do lançamento do álbum Redenção. Apesar de curta, a apresentação era intensa e justificava bem a consagração da banda como um dos principais nomes do rock nacional atualmente (sim, rock).

‘Revanche’ é a faixa que abre o disco, o peso pode assustar quem nunca parou para ouvir a banda ou até mesmo aqueles simples admiradores. Tem tudo para ser uma aposta interessante caso seja o próximo single dos gaúchos. ‘Die Lüge’ e ‘Relato de um Homem de Bom Coração’, também seguem essa linha mais pesada, essa última lembrando uma fase Ciano (último disco independente da banda, lançado em 2006).

O lado mais pop de Revanche aparece com ‘Esteja Aqui’, a boa ‘Eu Sei’ e ‘Se Você Voltar’, que ganha uma pitada de The Cab. ‘Deixa o Tempo’ é a segunda faixa do Revanche e primeiro single do disco.

Mas o melhor do Revanche é o que surpreende. Músicas como ‘Quando Crescer’, ‘Porto Alegre’ e ‘Canção da Noite (Todo Mundo Precisa de Alguém)’, mostram um claro amadurecimento da banda. Uma prova disso é saber que as faixas com piano ficaram dessa vez por conta do vocalista Lucas.

E quem pergunta pela tal “influência” de Muse, busque em ‘A Minha História Não Acaba Aqui’.

Classificar o Revanche como um álbum rock ou pesado é exagero, da mesma forma é exagerado chamar o disco de pop e dançante. A verdade é que Revanche carrega tudo isso, sem deixar de ser Fresno. A evolução parece natural, visto que a banda vem mudando a cada disco lançado. Ouvir vale a pena, quem sabe não descobre uma banda que não conhecia?

Outras resenhas deste disco:
- Scream & Yell

2 manifestações:

  1. AnaKet 22/07/2010 - 22:03

    Bela crítica.

    Eu particularmente sempre tive uma “quedinha” por Fresno, antes mais por me identificar com as letras do que pelo próprio som… mas após ouvir o “Beeshop” do Lucas, que eu adorei, e ouvir “Revanche” realmente vi a evolução da música e passei gostar ainda mais desses meninos…

    Recomendo!

  2. mona 29/07/2010 - 11:07

    tenho q adimitir q Fresno cresceu musicalmente..

    mas há(nesse novo álbum) uma grande influencia de grandes nomes do rock como Muse,Queen e Arbelin.
    pra falar a verdade acho q é por causa dessas influência q eles tão tao bons,pq eles eram ruins pra doer,merda!!!
    mas nesse novo album eles me supreenderam

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