Muse – The Resistance
Eu já estava adaptado a não ter que definir ou classificar o Muse em nenhum gênero musical, quando apareceu uma palavra que finalmente coubesse na banda: Megalomania.
Como o título do álbum sugere, sim, eles continuam resistindo bravamente e seguindo seu caminho independente de qualquer outro gênero musical, o quê não os impede de também conversar e beber de diferentes fontes.

Dentro de “The Resistance” você pode encontrar de tudo: De pitadas de rap em “Undisclosed Desisres” até influências jazzísticas em “I Belong To You”. Mesmo assim o Muse não perde seu ritmo e muito menos a grandiloquência (palavrão bonito hein?) em dividir “Exogenesis” em três partes, auto-intitulada como uma sinfonia.
Uma sinfonia digna de muita presença do piano de Belamy, fazendo (ou tentando) ser um contraponto na história de arranjos elaborados da banda.
Os momentos de euforia e introspecção se alternam ao longo da obra, como na cadência de um show ao vivo. Desta forma a banda prova que ainda aposta no álbum como formato, como experiência sensorial que deve ser aproveitada na íntegra.
Apesar de sentir tantas influências, o Muse continua o mesmo porquê continua intenso. Tal como a letra de “Undisclosed Desires” anuncia satisfazer desejos.
E como pode-se sempre esperar de tudo do Muse, faço deste post um espaço que fica em: Em breve o Tadashi passa por aqui e complementa este texto.
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