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Habemos Billboard Brasil

por Micael Silva
» 21 de outubro de 2009

Foi em 2006 que uma capa de revista me chamou atenção: Uma mão segurando um iPod num fundo vermelho. E não era uma revista de informática. Desta forma fui iniciado às revistas sobre música sob as bênçãos da recém-ressurgida das cinzas “Bizz”.

Mas essa volta da “Bizz” também foi eterna enquanto durou, tanto quanto o Los Hermanos, que estampou a derradeira capa desta última em julho de 2007. Desde então graças a uma certa incompetência das bancas da cidade e uma boa dose de preguiça de minha parte nunca mais li nenhuma outra revista que falasse essencialmente de música. (E não, não fui com a cara da Rolling Stone)

Este jejum foi finalmente quebrado esta semana com a aguardada estréia da versão brasileira da revista americana Billboard, que vamos vasculhar agora:

Capa Billboard No.1

O sentimentos principais captados na primeira Billboard Brasil são essencialmente o didatismo e apaziguamento, algo completamente o oposto da antiga Bizz. Públicos diferentes ou simples diferença de idade? Talvez só os antigos colaboradores da Bizz possam explicar a razão da arrogância que reinava naquelas páginas…. (O que a princípio não era de todo ruim. Me fez falta na Billboard encontrar um pouco mais de acidez e ousadia).

Já para compor a essência desta primeira edição, um belo leque de pautas nacionais: Os batidores da turnês de 50 anos de Roberto Carlos (com um patrocínio-zinho da Nestlé, porquê ninguém é de ferro, né?), os 30 anos do movimento punk no Brasil (essa matéria sim, uma aula de história) e o renascimento da fábica de vinis Polysom em Belfort Roxo. Grandes reportagens que por si já valem os R$ 8,90.

Aliás, já falei que a Billboard Brasil é também uma revista grande, literalmente? Medindo 28 por 35 cm, ela é tecnicamente um revistão, com tamanho digno de outras revistas mitológicas do nosso país como “O Cruzeiro” e “Manchete”.

Saltando para o ‘hard-news’, a revista também agrada pela leve e eclética seleção de notícias e entrevistas. Desde o que toca no iPod do Cesar Cielo até o funk do bem a periferia de São Paulo, passando pelas batatas de Di do NxZero, a equipe brasileira marca pontos cobrindo sem preconceitos todos os nuances do mercado musical brasileiro, bem misturada aos drops de cobertura internacional vindas da revista-matriz.

A Billboard brazuca também se mostra como um belo guia multimídia, resenhando logo de cara “District 9″ com um expressivo “bom pra caralho!” e completando o cardápio com muitas opções de shows em todo o Brasil, além das esperadas resenhas de DVDs e CDs não tão boas quanto às nossas, claro.

Olhando o conjunto da obra, não podemos nos esquecer nunca do que a Billboard se propõe a fazer e efetivamente o faz de melhor há muitos anos: ‘Ranquear’ as paradas de sucesso em todo o mundo, estendendo esta responsabilidade agora para as terras brasileiras. Mas se no meio dessa matemática toda ainda couber um pouco de arte de qualidade, já vai estar muito mais além do que sempre desejamos.

Vida longa (e com muitas semanas no Top 10) para a Billboard Brasil.

2 manifestações:

  1. Kowarski 23/10/2009 - 02:16

    Que mané ressurreição da cultura do single que nada! O MELHOR DA BILLBOARD BRASIL É A JÉSSICA!

  2. Jessica 18/11/2009 - 16:04

    Gostei dos comentários em seu texto! Muito animador.

    E, para o manifestante, é “Jessica” sem acento.

    Abs

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