Nxzero – Sete Chaves
Se na resenha do “Agora” eu falei que o álbum era ruim até em Plutão, não vou poder repetir isso na resenha do novo trabalho da banda Nxzero, o Sete Chaves. Há pouco mais de três anos na Arsenal Music o grupo lança seu terceiro álbum pela gravadora, certamente o mais maduro e original dos paulistanos.
Abordando novos temas com uma boa naturalidade, a música “Só Rezo” é a primeira, e basicamente fala de luta e esperança. A letra é interessante, mas com certeza o que mais chama atenção é que é rock. Só. “Espero a Minha Vez” é a faixa seguinte, e primeiro single do trabalho. Segue a mesma linha da primeira música, porém, mais lenta, com auxílio do violão e do piano. O solo também deixa uma boa impressão.
“Insubstituível” e “Zerar e Recomeçar” lembram mais o Nxzero que estourou uns anos atrás nas rádios do Brasil. A segunda música inclusive tem tudo para repetir o sucesso dos singles anteriores.

O peso de “Confidencial” talvez assuste um pouco, principalmente para os que não esperavam ouvir isso da banda, espero e acredito será mais explorado pelo quarteto nos próximos trabalhos. “Como se Fosse Ontem” também é diferente, tem lá seu peso, é agradável.
Nenhuma outra música é mais surpreendente que “Perto de Você”, é um hardcore, ao melhor estilo CPM 22, ou até mesmo Houdini. Não me lembro de nada parecido nos antigos trabalhos da banda, vale a pena conferir. Outra que é diferente e deixa uma boa marca é “Subliminar”, junto com “Perto de Você”, são duas músicas bem interessantes desse álbum.
A parte final do CD é mais pesada, “Vício” é mais uma que mostra o que faltou no “Agora”. O disco “Sete Chaves” chega ao fim com a excelente “Sem Saída”.
O resultado final é bastante satisfatório. A banda pareceu trabalhar melhor sem tanta pressão de provar que realmente é um boa banda. Individualmente todos parecem ter melhorado, principalmente o baixista Caco. Uma nota 8.5 é justa pelo bom trabalho.
Rockdrops #2
O videocast da cena independente traz os clipes de Impar, doyoulike? e Tópaz. Divirta-se com o som e as curiosidades dessas produções aqui ou no seu PSP ou iPod. Baixe aqui o episódio ou assine o feed.
Parada Obrigatória – Nigro & Os Mojitos

[foto: Isabela Campos]
Nesta edição o programa que se dedica à trazer as novidades musicais vai além da playlist e traz uma entrevista com Bruno Nigro, vocalista da banda Nigro & Os Mojitos pra falar sobre o som, as influências musicais e um pouco da cena independente atual.
Acesse também o MySpace da banda: myspace.com/nigroeosmojitos
Foo Fighters faz show online

Depois do U2 batendo recordes de audiência num show ao vivo via internet em parceria com o YouTube, agora é a vez do Foo Fighters romper as barreiras físicas para trazer a emoção de um show aos fãs.
A meia-noite (no horário de verão) do dia 30 para o dia 31 de outubro, a banda faz uma apresentação ao vivo no livestream.com/foofighters divulgando o novo álbum “Greatest Hits”, com seus clássicos e novas músicas, como “Wheels”. Marque bem na agenda.
Habemos Billboard Brasil
Foi em 2006 que uma capa de revista me chamou atenção: Uma mão segurando um iPod num fundo vermelho. E não era uma revista de informática. Desta forma fui iniciado às revistas sobre música sob as bênçãos da recém-ressurgida das cinzas “Bizz”.
Mas essa volta da “Bizz” também foi eterna enquanto durou, tanto quanto o Los Hermanos, que estampou a derradeira capa desta última em julho de 2007. Desde então graças a uma certa incompetência das bancas da cidade e uma boa dose de preguiça de minha parte nunca mais li nenhuma outra revista que falasse essencialmente de música. (E não, não fui com a cara da Rolling Stone)
Este jejum foi finalmente quebrado esta semana com a aguardada estréia da versão brasileira da revista americana Billboard, que vamos vasculhar agora:

O sentimentos principais captados na primeira Billboard Brasil são essencialmente o didatismo e apaziguamento, algo completamente o oposto da antiga Bizz. Públicos diferentes ou simples diferença de idade? Talvez só os antigos colaboradores da Bizz possam explicar a razão da arrogância que reinava naquelas páginas…. (O que a princípio não era de todo ruim. Me fez falta na Billboard encontrar um pouco mais de acidez e ousadia).
Já para compor a essência desta primeira edição, um belo leque de pautas nacionais: Os batidores da turnês de 50 anos de Roberto Carlos (com um patrocínio-zinho da Nestlé, porquê ninguém é de ferro, né?), os 30 anos do movimento punk no Brasil (essa matéria sim, uma aula de história) e o renascimento da fábica de vinis Polysom em Belfort Roxo. Grandes reportagens que por si já valem os R$ 8,90.
Aliás, já falei que a Billboard Brasil é também uma revista grande, literalmente? Medindo 28 por 35 cm, ela é tecnicamente um revistão, com tamanho digno de outras revistas mitológicas do nosso país como “O Cruzeiro” e “Manchete”.
Saltando para o ‘hard-news’, a revista também agrada pela leve e eclética seleção de notícias e entrevistas. Desde o que toca no iPod do Cesar Cielo até o funk do bem a periferia de São Paulo, passando pelas batatas de Di do NxZero, a equipe brasileira marca pontos cobrindo sem preconceitos todos os nuances do mercado musical brasileiro, bem misturada aos drops de cobertura internacional vindas da revista-matriz.
A Billboard brazuca também se mostra como um belo guia multimídia, resenhando logo de cara “District 9″ com um expressivo “bom pra caralho!” e completando o cardápio com muitas opções de shows em todo o Brasil, além das esperadas resenhas de DVDs e CDs não tão boas quanto às nossas, claro.
Olhando o conjunto da obra, não podemos nos esquecer nunca do que a Billboard se propõe a fazer e efetivamente o faz de melhor há muitos anos: ‘Ranquear’ as paradas de sucesso em todo o mundo, estendendo esta responsabilidade agora para as terras brasileiras. Mas se no meio dessa matemática toda ainda couber um pouco de arte de qualidade, já vai estar muito mais além do que sempre desejamos.
Vida longa (e com muitas semanas no Top 10) para a Billboard Brasil.
Cobra Starship – Hot Mess
Com direito a videoclipe com estrela de TV e indicação ao VMA, 2009 parece ser o ano do Cobra Starship, banda de Electro Rock/Powerpop liderada pelo uruguaiano Gabe Saporta.
Nice Guys Finish Last abre o terceiro álbum dos estadunidenses, o Hot Mess. O jeitão pop que não larga o rock continua presente nesse álbum, prova disso é o coro bem colegial que em certo momento é seguido de um solo.
Apesar do Hot Mess começar bem animado, com certeza a festa vem logo depois da primeira faixa. Pete Wentz Is The Only Reason We’re Famous, mostra que não é só mais um nome bonitinho, e sim muito engraçado! O rock está lá desde o começo, e ao vivo tem tudo para ser uma das partes mais animadas do show. Good Girls Go Bad, não só é o primeiro single, como ganha mais beleza com a presença da linda Leighton Meester, a Blair Waldorf em Gossip Girl, tanto nos vocais, como no videoclipe da música.
O Hot Mess não é tão empolgante e envolvente nas faixas seguintes, em You’re Not In On The Joke há até um screamo feito pelo baixista do Fall Out Boy, Pete Wentz, o que mostra que só na música que dá nome ao CD você é puxado de volta para festa e pode gastar toda sua energia para depois dançar bem lentamente com a excelente Living In The Sky With Diamonds, que é a minha queridinha do CD, só não descobri ainda se esse encanto se deve ao nome que lembra muito Lucy In The Sky With Diamonds, clássico da banda Beatles.
Move Like You Gonna Die é outra música interessante e recomendada, pelo fato de trazer de volta ao álbum o Cobra Starship que agita as pistas das festinhas independentes. Porém, a parte final do CD fica marcada por The World Will Never Do, a participação de B.o.B deixa a música mais rica no hip-hop, e o Cobra mostra que não quer só inovar no pop rock. Hot Mess não poderia ter um final diferente, I May Be Rude But I’m The Truth descreve perfeitamente a banda que agita as plateias dos festivais de verão.
Não é o melhor CD do ano, mas, de qualquer forma, o grupo concluiu mais um trabalho bem produzido que pode sagrar o Cobra Starship que começou apenas como um projeto, como uma as principais bandas dessa próxima década, que se depender de muita gente e de como andam as coisas, promete ser bem colorido e dançante. Droga!
Dessa vez eu não assino a resenha sozinho. Recebi uma grande ajuda, de uma grande amiga, a Jaqueline, que é lá do The Academy Is… Brasil. Ou seja, reclamações é só com ela. Obrigado.
Parada Obrigatória – 11/9
Trazendo o lançamento dos álbuns do Sugar Kane, Muse e Arctic Monkeys e Twestival!
Muse – The Resistance
Eu já estava adaptado a não ter que definir ou classificar o Muse em nenhum gênero musical, quando apareceu uma palavra que finalmente coubesse na banda: Megalomania.
Como o título do álbum sugere, sim, eles continuam resistindo bravamente e seguindo seu caminho independente de qualquer outro gênero musical, o quê não os impede de também conversar e beber de diferentes fontes.

Dentro de “The Resistance” você pode encontrar de tudo: De pitadas de rap em “Undisclosed Desisres” até influências jazzísticas em “I Belong To You”. Mesmo assim o Muse não perde seu ritmo e muito menos a grandiloquência (palavrão bonito hein?) em dividir “Exogenesis” em três partes, auto-intitulada como uma sinfonia.
Uma sinfonia digna de muita presença do piano de Belamy, fazendo (ou tentando) ser um contraponto na história de arranjos elaborados da banda.
Os momentos de euforia e introspecção se alternam ao longo da obra, como na cadência de um show ao vivo. Desta forma a banda prova que ainda aposta no álbum como formato, como experiência sensorial que deve ser aproveitada na íntegra.
Apesar de sentir tantas influências, o Muse continua o mesmo porquê continua intenso. Tal como a letra de “Undisclosed Desires” anuncia satisfazer desejos.
E como pode-se sempre esperar de tudo do Muse, faço deste post um espaço que fica em: Em breve o Tadashi passa por aqui e complementa este texto.
40 anos de Woodstock

Fechando com chave de ouro os agitados anos 60, em 15 de agosto de 1969, exatos 40 anos atrás, começava um festival de música que talvez nem tivesse a idéia da repercussão que traria: Woodstock.
Apesar de ter sido um marco histórico muito mais pelo lado comportamental do que propriamente musical, Woodstock teve sim seus grandes acordes (e muitos dedilhados) imortais, com as presenças de nomes como The Who, Joe Cocker (o eterno tema de “Anos Incríveis”), Janis Joplin e Jimi Hendrix.
O público, que superou e muito a expectativa inicial de 200 mil pessoas celebrava o auge da filosofia do “paz e amor” (em aulas bem práticas até) embalados em sons que até hoje não saem da nossa memória coletiva e afetiva. Até mesmo de quem nunca viveu esta época.
Fica o exemplo para a nossa geração, que não faz um festival assim, quanto mais ir à Lua novamente…
Clipe interativo de “Spam do Amor”

Depois de muitos sites usarem os recursos do YouTube para suas brincadeiras eletrônicas, agora é a hora da Ecos Falsos misturar essa interatividade com um pouco de Guitar Hero e tapetes de dança e entregar o clipe de “Spam do Amor”. Simples, porém muito viciante, a brincadeira vai ser o terror dos processadores fracos, mas nada perto do pavor que os “spams” de verdade fazem na nossa vida.
Eu ainda nem consegui passar da fase fácil. Quem conseguir ‘jogar’ na versão “hard”, favor nos avisar via sistema de comentários.

