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Viva lá emoción!

por Tadashi Oshiro
» 21 de dezembro de 2010

Desde quando soube do show do Emoponto, resolvi abrir o baú e ouvir os discos da banda. Acredite ou não, ali encontrei algumas “novidades”. Por exemplo: o ‘Trilogia: Parte III’, último disco da banda é ótimo, e não razoável, como achei na época.

O show de ontem foi o primeiro no Rio de Janeiro desde o final da banda, em 2007 (Ano passado o Emoponto fez dois shows no Paraná, com a Fresno). Apesar do pouco tempo fora dos palcos, era enorme a ansiedade dos fãs por essa única apresentação.

Antes de entrar no show, vale lembrar um pouco da importância da banda para o cenário. O Emoponto surgiu no final dos anos 90, na cidade do Rio de Janeiro. Foi a primeira banda a assinar e gravar um disco (Melhores Dias – 2004) por uma grande gravadora e um dos principais nomes daquele ‘boom’ nacional do rock carioca em 2005 e 2006, junto com o Forfun, Dibob, Darvin, Scracho…

A abertura ficou por conta de outra banda carioca, o Skore. Banda que surgiu junto com todas essas outras, mas que ficou escondida por um tempo, trocando de integrantes e voltou com força em 2008. Já assisti vários shows do Skore, e acredito que o de ontem foi o melhor. A casa e o público ajudaram pra isso. O setlist contou entre outras com Montauk, Aline, Paula Schultz e Colisão.

Apesar de ser numa segunda-feira, a casa tinha bom público para o assistir ao Emoponto. E antes do tão esperado show, a banda já no palco, prestou uma justa homenagem ao Marcelão, ex-guitarrista da banda, que faleceu ano passado. Um vídeo com trechos do DVD da banda que nunca saiu e depoimentos dos integrantes e de amigos. O clima de choro tomou conta do Sérgio Porto, e o começo do show foi difícil. O show foi praticamente todo nos dois primeiros CDs da banda (deixando o ‘Trilogia: Parte III’, de fora). Clássicos como: ‘Seu Retrato’, ‘Quando a Chuva Cair’, ‘Chance Ideal’, ‘Deixar Partir’, ‘Primeira Emoção’, ‘Talvez um Dia’, ‘Rádio, ’1000 Km/h’, não ficaram de fora.

O trio formado por Tuirow, Juca e Daniel fizeram uma apresentação típica de uma banda que voltou pra um show ou outro. Uma festa divertida, emocionante e digna do Emoponto. Por enquanto não existe mais nenhum outro show marcado, mas torço para que a banda volte para outra apresentação um dia. Foi bom reviver alguns bons anos atrás, com os mesmo amigos de sempre.

Acredito que em breve, a banda irá colocar um material em vídeo e/ou áudio desse show. Enquanto isso, já rolam alguns bons vídeos por aí.

Agradecimentos a fernandaperusin, que eu não faço a menor idéia de quem seja, mas tem um canal no YouTube que é fantástico. Fica a recomendação.

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Fonzie – Caminho

por Tadashi Oshiro
» 3 de outubro de 2010

Alguns dias atrás li uma entrevista do músico argentino Fito Páez, ícone do rock argentino e bastante conhecido em toda a América Latina (ou hispânica). Nela ele diz que o Brasil criou uma ‘fortaleza musical’: “O mais provável é que o fato de o Brasil ter se tornado uma potência musical do século 20, ao inventar a bossa nova e o tropicalismo, tenha gerado um autoabastecimento de ideias. Uma sensação de que não é necessário ouvir coisas de fora. (…) Há uma fortaleza no Brasil que examina de outra forma o que chega de fora”. O fato citado por Fito Páez, vale inclusive para músicas em português de fora do Brasil. Só sabemos o que acontece de novo em Portugal, por exemplo, se corrermos atrás. Na TV ou no rádio não temos acesso aos grandes nomes da música portuguesa na atualidade. Caso bem diferente dos nossos irmãos, onde a música brasileira parece ser tão valorizada quanto a própria.

Fonzie é daqueles casos onde você quase não tem reconhecimento no país de origem, mas tem respeito e admiradores em todos os cantos do mundo (algo parecido com o Cansei de Ser Sexy, no Brasil). Isso parece ter mudado um pouco após o lançamento do single ‘A Tua Imagem’, há mais de um ano. Primeira música da banda em português e primeira do aguardado (pelo menos pra mim) primeiro disco da banda completamente em português.

Aqui no Brasil os Fonzie deixaram fãs, é uma banda conhecida do meio independente. Tem um split gravado com bandas consagradas no cenário, como Switch Stance e o Sugar Kane. Além de algumas turnês por aqui.

Caminho é o quinto álbum do quarteto. Tem uma seqüência inicial que te convida a querer ouvir todas as 12 faixas do disco. ‘Caminho’, ‘A Grande Queda’ e ‘A Tua Imagem’, são as três primeiras músicas. Todas lembram bem o já conhecido Fonzie (em inglês), e o grande destaque fica por conta de ‘A Grande Queda’.

Duas músicas chamam atenção: ‘Família’ e ‘A Amizade é Eterna’. Passam mensagens e valores que não temos mais na música brasileira. Até por isso, a princípio é normal estranhar a letra. ‘Geração’ também segue a mesma linha, falando sobre infância e a “nossa” geração. Muito boa canção por sinal.

Não sei se existe planos do álbum ser lançado no Brasil, mas é uma boa oportunidade do Fonzie aparecer de vez para os brasileiros e portugueses. Uma turnê do ‘Caminho’ por aqui, seria muito bem vinda.

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peixe : avião – Madrugada

por Micael Silva
» 28 de setembro de 2010

peixe:avião - Madrugada

Tudo hoje em dia pede simplicidade, e assim os peixe:avião também pensaram. O conjunto bracarense que desponta desde o seu último trabalho, “40.02“, como um dos grandes conjuntos de música pop/alternativa/eletrônica de Portugal na atualidade. Talvez por conta deste grande leque de influências tenha nascido a vontade de lapidar este som tão característico e intimista.

Depois de terem lançado o single “No Jogo da Quimera” para download gratuito, foi a vez de “Um Acordo Qualquer” ser trabalhada como single e acaba de ganhar um clipe:

Ainda não há nenhuma previsão para o lançamento do álbum no Brasil mas é possível conhecer várias músicas do grupo pelo site www.peixeaviao.com ou no MySpace.

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VAMPS – BEAST

por Tadashi Oshiro
» 22 de agosto de 2010

Já comentei aqui sobre VAMPS, foi em julho do ano passado, no “finado” Let’s Rock Around The World. Para adiantar nosso lado, vou dar um ctrl c + ctrl v, em algumas informações da época e depois partimos para o disco.

“Hyde é um daqueles caras que nasceu para ser um rockstar japonês, multi-instrumentista, compositor, poeta, ator, vocalista de uma das principais bandas japonesas e na minha opinião, uma das melhores vozes do rock.

(…)

Desde o ano passado, Hyde vem fazendo shows pelo Japão, mas dessa vez sua turnê não é como HYDE e sim como VAMPS, o anúncio foi no início de 2008, e agora VAMPS é um projeto de Hyde com o guitarrista K.A.Z, da banda Oblivion Dust.”

 

BEAST é o segundo álbum do VAMPS, segue a mesma linha do disco de estréia (VAMPS), porém, esse é melhor, e olha que o primeiro é excelente. BEAST não pára, parece que é rock do início ao fim. O tempo passa e Hyde só melhora, deixa cada vez mais de ser “uma das melhores vozes do rock” pra ser a melhor. Riffs mais uma vez marcantes… O CD é quase impecável.

Divirta-se e mate a saudade do rock com: DEVIL SIDE, ANGEL TRIP, VAMP ADDICTION, REVOLUTION, THE PAST e RUMBLE.

Parece engraçado dizer isso, mas os dois últimos álbuns de rock que realmente tiveram cara de rock pra mim, vieram do Japão e são os dois do VAMPS.

VAMPS está em turnê mundial. Ásia, Europa, EUA e sim, a América do Sul está na agenda da banda. A dupla irá se apresentar em Santiago, no Chile, no mês de novembro. O Brasil? Bem, só tem a maior colônia japonesa fora do Japão, e só.

PS: L’Arc~en~Ciel, banda de Hyde, está em hiato. A princípio, iria voltar em 2011. Mas…

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Fresno – Revanche

por Tadashi Oshiro
» 22 de julho de 2010

O boom da banda Fresno, aconteceu com o lançamento do álbum mais pop Redenção, em 2008. No ano seguinte, a banda foi o grande destaque em algumas das principais premiações da música nacional, faturando prêmios nas categorias mais concorridas. O fruto de todo esse destaque continua aparecendo em 2010, meses atrás o vocalista Lucas Silveira, lançou seu primeiro CD solo (The Rise and Fall of Beeshop), completamente em inglês e mostrando um lado bem diferente de Lucas, que em seu projeto é conhecido como ‘Beeshop’. Além do vocalista Lucas, o baixista Rodrigo Tavares também está prestes a lançar seu primeiro CD solo, como ‘Esteban’. Todas as composições do disco, ficam por conta da dupla.

Fresno - Revanche

Olhar a capa do Revanche assusta, a primeira impressão é de uma influência de Muse, e ela até existe, mas pelo visto a principal delas continua sendo os estadunidenses do Anberlin. Esse ano assisti duas apresentações da Fresno aqui no Rio de Janeiro (uma delas com o Anberlin), e me impressionou muito a evolução da banda no geral, pois antes desses dois shows, o último que assisti foi em 2007, antes mesmo do lançamento do álbum Redenção. Apesar de curta, a apresentação era intensa e justificava bem a consagração da banda como um dos principais nomes do rock nacional atualmente (sim, rock).

‘Revanche’ é a faixa que abre o disco, o peso pode assustar quem nunca parou para ouvir a banda ou até mesmo aqueles simples admiradores. Tem tudo para ser uma aposta interessante caso seja o próximo single dos gaúchos. ‘Die Lüge’ e ‘Relato de um Homem de Bom Coração’, também seguem essa linha mais pesada, essa última lembrando uma fase Ciano (último disco independente da banda, lançado em 2006).

O lado mais pop de Revanche aparece com ‘Esteja Aqui’, a boa ‘Eu Sei’ e ‘Se Você Voltar’, que ganha uma pitada de The Cab. ‘Deixa o Tempo’ é a segunda faixa do Revanche e primeiro single do disco.

Mas o melhor do Revanche é o que surpreende. Músicas como ‘Quando Crescer’, ‘Porto Alegre’ e ‘Canção da Noite (Todo Mundo Precisa de Alguém)’, mostram um claro amadurecimento da banda. Uma prova disso é saber que as faixas com piano ficaram dessa vez por conta do vocalista Lucas.

E quem pergunta pela tal “influência” de Muse, busque em ‘A Minha História Não Acaba Aqui’.

Classificar o Revanche como um álbum rock ou pesado é exagero, da mesma forma é exagerado chamar o disco de pop e dançante. A verdade é que Revanche carrega tudo isso, sem deixar de ser Fresno. A evolução parece natural, visto que a banda vem mudando a cada disco lançado. Ouvir vale a pena, quem sabe não descobre uma banda que não conhecia?

Outras resenhas deste disco:
- Scream & Yell

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Carbona – Semi-Vivo

por Micael Silva
» 21 de maio de 2010

Parte do novo disco, “Dr. Fujita Contra a Abominável Mulher Tornado” foi liberada na internet pelo guitarrista e vocalista Henrique Badke um preview da música “Semi-vivo”, matando a curiosidade a a fome dos fãs do Carbona que desde 2006 não veem um novo álbum:

Pra ficar por dentro dos bastidores da produção e lançamento deste novo disco fique de olho no blog do Badke: badke.blogspot.com

Com informações do Rock em Geral

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Muse – Neutron Star Collision (Love Is Forever)

por Micael Silva
» 20 de maio de 2010

Lançado na última segunda-feira, “Neutron Star Collision (Love Is Forever)” é o novo single do Muse. Composta especialmente para a trilha do novo filme da saga de Crepúsculo, “Eclipse”, a faixa teve um clipe lançado em tempo recorde cheio de menções ao mesmo. Não é nada excepcional, mas vale pela canção:

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Nickelback – This Afternoon

por Micael Silva
» 13 de maio de 2010

Foi lançado neste último dia 3 mais um clipe do Nickelback para o álbum “Black Horse”: A música “This Afternoon” ganhou uma produção bem american way of life e muito boa, principalmente pelas atrizes participantes.

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Onde o rock encontra o clássico

por Micael Silva
» 1 de março de 2010

Exatamente neste dia 1º de março fazem 200 anos do nascimento de Frédéric Chopin, um polonês que marcou tanto a história da música clássica (ou romântica, como deve ser classificado corretamente) que muitas vezes nem percebemos sua obra, mas somos influenciados por ela.

A homenagem a Chopin feita pelo Clube do Rock fica a cargo de Matthew Bellamy da banda Muse. Matt toca piano desde os 10 anos de idade e isto deu uma grande base para o que viria a se tornar a banda, não só em conhecimento musical mas também em participações nos trabalhos do grupo.

O exemplo mais claro disso foi a faixa “United States of Eurasia” do último disco do Muse, o “The Resistance“: Ao final da música pode-se ouvir Bellamy interpretando a opus 9 de Chopin:

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peixe : avião – 40.02

por Micael Silva
» 3 de fevereiro de 2010

As atuais incursões do rock dentro do cenário alternativo são tão profundes que são capazes de criar bons trabalhos até em terrenos pouco férteis para ele. Dentro do tradicional cenário cultural português uma banda da cidade de Braga se destaca: São os “peixe : avião”, escrito em minúsculas, mas com nada de minúsculo no som.

Entrar no íntimo da alma musical desta banda rende boas descobertas não importando qual linha musical você siga: Desde experimentalismos extremos como “Frio Bafio” e “Nortada”, de envolventes e profundos instrumentais até “Barro e Lama em Mão Alheia” e “Estátua de Espanto” flertando de frente com o estilo radiofônico, o álbum de estréia “40.02″ dificilmente passa sem agradar a ninguém em faixa nenhuma. Com canções longas, quase sempre ultrapassando os 3 minutos, o “peixe : avião” é uma banda que não tem medo de fazer o que seu nariz manda, mas não deixa de criar suas iscas comerciais para pescar novos fãs através das FMs.

A procura de um público universal? Mais pelas letras do que pelos ritmos. Entre metáforas e clichês, a forma subjetiva tipicamente portuguesa de se tratar de assuntos profundos teriam ouvidos em todo mundo se não fosse pela barreira da língua. Alguns críticos assinam essa prisão cultural já demarcando que Portugal ainda é pequeno demais para a grande música. Mas dentro ou fora disso, “peixe : avião” já pode se considerar muito grande. Senão for o sinal de novos tempos, com certeza já é um bom caminho.

Os bracarenses (é assim que se chama quem nasce na cidade de Braga) prometem um novo álbum em 2010, que já está em fase de mixagem. Mas você já pode conferir as outras faixas deles através do MySpace oficial.

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